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O projeto que somos se realiza na mesma medida em que aproveitamos o tempo da existência, proporcional ao atrevimento à experiência. Parte desse projeto é das estrelas, e no magnífico desenho de suas luzes e sombras se encontram as pistas de uma sintonia que nossa humanidade busca.
O projeto que somos é a síntese de pelo menos três projetos, tal qual rios de significados, informações e fatalidades, disputam o tempo de nossa existência para conquistar expressão e manifestação. E livremente decidimos como administramos essas fatalidades. Somos e nos convertemos na síntese de tudo o que em nós seja genético, cultural e cósmico. Ingredientes que nossa humanidade escolhe valorizar em diversas proporções.
Quando falamos de signos do zodíaco e procuramos saber, por exemplo, o que nosso signo solar quer dizer em nós, mesmo sem sabê-lo, fazemos referência àquilo que em nós é cósmico, para que se revele o contato aparentemente distante mas completamente íntimo que temos com as estrelas do céu, em particular a nossa, o Sol. A intimidade de nossos átomos físicos e subjetivos é da mesma qualidade das estrelas. Por isso, não é descabido procurar nas estrelas e nas órbitas dos planetas as informações pertinentes ao nosso projeto. É descabido tentar existir em harmonia com o universo?
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A psicologia e a sociologia estudam e interpretam a vertente cultural do projeto da humanidade. Todas as ciências biológicas e físicas analisam e interpretam a vertente genética do projeto da humanidade. A religião, a astrologia e a magia pesquisam e decifram a vertente cósmica do projeto da humanidade.
Mas se apesar de não saber lê-lo mesmo assim tudo estivesse escrito nas estrelas, na cultura e nos genes, por que não relaxar e permitir que a natureza nos carregue?
Há liberdade. A liberdade complica tudo. Nós decidimos. Não está escrita em lugar algum a forma como, livremente, decidimos administrar as fatalidades.
Astrologia Real; Quiroga, Oscar; Ed. Rocco
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