A Astrologia é uma linguagem simbólica e milenar. Decifrar esta linguagem traz de volta a capacidade de se surpreender, diante das descobertas que ela proporciona. Por isso ela é antiga e nova ao mesmo tempo. Por mais que se busquem provas pelo método científico ela não convence, mas quanto mais se lida e se investiga esta Grande Senhora da Babilônia ela encanta, cativa, prende e ensina muito sobre nós e nossa relação com o Universo. Vale a pena conhecê-la.
A história toda gira, literalmente, em um espaço fixo do céu. Temos que nos posicionar de forma geocêntrica. Isto é, nós estamos parados aqui na Terra, enquanto vemos o Sol e toda sua corte, planetas, satélites e asteróides, percorrerem um caminho aparente que os antigos chamaram de “Caminho de Anu” e os Astrólogos e Astrônomos chamam de Eclíptica.
Com o passar das horas das horas, os astros se movem no céu, nascendo a leste e se pondo a oeste. Isso causa a impressão de que a esfera celeste está girando de leste para oeste.
Este caminho aparente é uma faixa do céu que mede mais ou menos 18° de largura e tem a extensão de 360°. Ele se inicia no mês de março, entre o dia 19 e 20, quando o Sol chega no ponto Vernal que, em Astrologia se diz 0° de Áries. O Sol e os planetas com seus satélites fazem sua órbita dentro desta faixa, que está simbolicamente dividida em espaços de 30° graus cada um e cada espaço recebe o nome de uma constelação que há milênios esteve posicionada ali. O último espaço deste caminho aparente percorrido pelo Sol é designado a Peixes. Esta faixa, justamente porque as constelações, em sua maioria, eram identificadas com desenhos de animais, recebeu o nome de Zodíaco.
Para esclarecer este tal Ponto Vernal é preciso imaginar uma esfera celeste ao redor da esfera terrestre (Planeta Terra). Esta esfera também é cortada ao meio por uma linha imaginária chamada Equador Celeste. Como a Eclíptica tem uma inclinação de 23° em relação à linha do Equador Celeste, as duas se cruzam em dois momentos dando início a Primavera e ao Outono. A intersecção que ocorre em março é denominada Ponto Vernal. O Sol ao passar pelo Ponto Vernal inicia o
novo ano astrológico.
É claro que este “caminho” é aparente, pois o Sol é uma estrela e as estrelas movem-se tão lentamente que parecem fixas. O que gira é a Terra onde vivemos, que é também um planeta do Sistema Solar. Mas do ponto de vista geocêntrico o Universo parece girar em torno da Terra e este ponto de vista nos serve como fins didáticos para entendermos melhor as relações entre a vida terrestre e este imenso Cosmo.
Senão vejamos. O que vem a ser o nosso dia? Enquanto o Sol está ali parado a Terra fica girando, como um pião e expondo suas faces a ele, formando os dias e as noites. No entanto dizemos: “o Sol se pôs” ou “o Sol se levantou”, porque parece que é ele que se move. Este movimento da Terra chama-se Rotação. O que vem a ser o nosso ano? o movimento que a Terra faz em torno do Sol. A cada 365 dias a Terra começa um novo giro e neste momento festejamos o Ano Novo e nos enchemos de esperança. Este movimento da Terra chama-se Translação. O que vem a ser as Estações? os períodos em que o Sol expõe seus raios à Terra por mais ou menos tempo, formando os “ dias mais longos” ou “mais curtos”. São os Sostícios de Verão e Inverno e os Equinócio de Primavera e Outono. Sostício é palavra derivada da expressão latina “sol stare”. Eqüi significa “iguais”.
Esta maior ou menor exposição dos raios do Sol sobre a Terra produzirá mais frio ou mais calor, mais ou menos luz e influenciará o clima, a vida vegetal, animal e humana. A qualidade do tempo modifica não só o nosso humor, como também o nosso modo de viver. O marketing de consumo faz propagandas com este assunto. Lembra da propaganda do Zafari?
O que são os calendários? Dividimos o nosso tempo e vivemos em função das horas, dias, meses e anos; dos ciclos manhã, tarde, noite, madrugada; dos períodos quentes, frios e temperados. Vivemos em consonância com o Universo que nos cerca. Somos parte integrante e integrada neste Macrocosmo. Vivemos por causa e em função dele. Somos parte deste imenso Todo e como ele, vivemos em ciclos de nascimento, crescimento, reprodução e morte. Até as estrelas nascem, perduram por determinado tempo e entram em declínio. A vida acontece nos entres e não termina, apenas se renova. O Zodíaco é a representação simbólica desta integração, assim como também os calendários e relógios inventados pelo homem com a finalidade de organizar a vida na Terra. Já quem inventou o Zodíaco é uma história muito, muito mais antiga.
Para medir o tempo e o espaço no planeta o Homem criou os Fusos Horários e dividiu a Terra, imaginariamente, com linhas denominadas Meridianos e Paralelos. É através dessa criação que podemos nos localizar no Tempo e no Espaço. O Mapa Astrológico é o retrato do céu visto do lugar e no momento do nascimento de seres ou coisas. Tudo que nasce na Terra integra-se ao Cosmo, é parte dele e adquire características peculiares consoantes com esta integração.
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